A comédia italiana é um gênero que teve enorme sucesso entre os anos 50 e 70. Era famosa por seu humor popular, que fazia a festa do público em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Era a época de grandes mestres como Mario Monicelli, Dino Risi, Pietro Germi e Luigi Comencini. Vale conhecer suas obras, muitas delas disponíveis em DVD. Agora, uma versão modernizada do conceito, com suas críticas sociais, chegou aos cinemas brasileiros. É Funcionário do Mês, que quebrou vários recordes de bilheteria no Itália.
O filme conta a história de Checco (Checco Zalone), um funcionário público, que adora o que faz e leva uma vida pacata em uma pequena cidade italiana. Sua situação muda quando precisa fazer uma difícil escolha: deixar seu cargo estável ou ser transferido para longe da casa de seus pais para defender seu emprego. O herói opta por ficar com o emprego e começa uma peregrinação em vários postos de trabalho, em uma manobra para forçar sua demissão.
Numa medida desesperada de seu superior, Checco é enviado ao Polo Norte para defender pesquisadores italianos de ursos polares. O que ninguém esperava é que, em um local tão hostil, Checco encontraria o amor. Ele se apaixona pela cientista Valeria (Eleonora Giovanardi), que estuda animais em perigo de extinção.
A lógica da luta de Checco para continuar a ser um funcionário público diverte a audiência. Em alguns momentos parece um tanto repetitivo, mas de qualquer maneira a narrativa ganha um respiro quando é interrompida de vez em quando já que Checco conta sua história para uma aldeia de guerreiros africanos (que são bem divertidos).
É claro que Funcionário do Mês não está no mesmo nível do trabalho dos grandes mestres. Mas diverte, e nos dá uma leve lembrança do humor italiano, às vezes invocado, mas sempre engraçado.